A nova gestão do Hospital Evangélico está investindo na administração participativa, com a integração de todos os setores da instituição. Erselha Maria Cabral Mendonça diretora administrativa e financeira do Herv não crê em uma direção autocrata, para ela, “a administração imposta é desmotivada e desconhecedora dos verdadeiros problemas”. Erselha tem formação em Ciências Econômicas, cursa pós-graduação em Administração Hospitalar e trabalha há 25 anos no Hospital Evangélico.
“Para descobrir falhas em uma máquina administrativa é preciso reconhecer a importância de suas engrenagens. Todos os setores do hospital são essenciais, da lavanderia à tesouraria. Uma administração eficiente é conhecedora das
dificuldades encontradas em cada departamento, ela se envolve com o problema e ajuda a encontrar uma solução. Em uma direção imposta, mandada, não existe esta integração. A administração participativa gera motivação e
impulsiona o crescimento. Atualmente os médicos do Herv estão longe da
administração. Nosso objetivo é reverter este quadro, trazendo não só os médicos para participar desta gestão, mas todos os setores do hospital”, afirmou Erselha.
Em 68 anos de atividades o Hospital Evangélico sempre ousou inovar para acompanhar o crescente avanço tecnológico disponível na área da saúde. Mesmo sendo reconhecido como o centro de referência na área da saúde em todo o sudoeste goiano o Herv está sempre se atualizando e se capacitando para colocar à disposição dos usuários as mais atualizadas técnicas da medicina. Nesta nova administração, além das inovações, outros itens estão surgindo para qualificar o hospital, é o que explica a diretora Erselha Mendonça.
“Capacitação, humanização, reformas e busca de parcerias são lemas da nova gestão do
hospital. A nova dire-toria também aposta na criatividade para melhorar o
atendimento, é o que mostra o programa adotado para reformar os aparta-mentos da instituição. A idéia consiste em doações de reformas; o conselho deliberativo, colegiado e capelania deram o passo inicial doando a reforma do primeiro apartamento. Funcionários e médicos também estão envolvidos. Estamos
convidando famílias e empresas para fazerem parte deste projeto. Existe também uma grande
preocupação na melhoria técnica de nossos profissionais, assim como na renovação e compra de aparelhos. Estamos elaborando cursos de treinamento e capacitação de nossos profissionais, visando sempre a
humanização no atendimento. Existe uma programação para a aquisição de
maquinários novos e estamos estudando um projeto que delega a
responsabilidade de reformar os aparelhos antigos. Já existem contratos assinados para a implantação dos serviços de Hemodinâmica (cirurgias cardíacas) no hospital e aparelhos importados estarão chegando em breve”, informou a diretora.
Erselha também relembrou os serviços disponíveis no hospital. “Nossa instituição é a única que possui uma unidade de UTI na região. Outra exclusividade é o aparelho de
litotripsia, capaz de quebrar cálculos renais. Contamos com 119 leitos, 110 médicos em diversas especialidades, laboratório de análises, centro de radiologia, consultórios, centro cirúrgico completo e enfim, todos os recursos disponíveis nos grandes centros do País. A instituição também possui convênios com planos de saúde de todo Brasil”, ressaltou a diretora.
Apesar de ser reconhecido como entidade filantrópica pelos governos federal, estadual e municipal o hospital tem encontrado dificuldades para conseguir verbas da iniciativa pública. A diretora administrativa e financeira da instituição afirma que existe apenas uma ajuda da prefeitura e que, “o repasse do SUS não cobre nem a medicação do paciente”.
“Ninguém acredita na filantropia praticada pelo hospital. Quando ocorre uma internação pelo SUS o paciente acha que o convênio cobre todas as despesas. O repasse do Sistema Único de Saúde não cobre nem a medicação deste paciente. O hospital tem arcado com um prejuízo de aproximadamente 70 mil reais por mês. Conseguimos uma parceria com a prefeitura recentemente que amenizou este problema. A administração municipal tem nos repassado 35 mil reais todo mês, mas o número de internações pelo SUS (principalmente na UTI) tem aumentado a cada dia e nossa necessidade é maior. O Conselho Municipal de Saúde autorizou uma verba de 100 mil reais por mês, mas ainda não estamos recebendo. Necessitamos deste repasse, o Herv absorve todos os casos de UTI do Hospital Regional de Rio Verde. O SUS repassa um valor irreal (de sua tabela) para cada tratamento, não importando quanto o hospital terá que gastar. Somos a única UTI da região, conhecemos nossa responsabilidade e não negamos socorro”, finalizou Erselha Mendonça.