Uma edição
do jornal A Capela, publicação mensal da
Capela do Hospital Presbiteriano Doutor Gordon, em Rio
Verde, Goiás, traz a história de um jovem
poeta, viciado, leproso, que foi atingido pelo amor de
Deus, fruto da evangelização realizada naquele
hospital. Ele se interessou pela Palavra de Deus e foi
a um culto, assistindo-o do lado de fora – pois
não era permitido que os leprosos tivessem contato
com as demais pessoas. Aceitou Jesus e foi batizado. No
fim de sua vida, mostrava-se contente pela fé em
Jesus e dizia que “ a saúde não é
tudo e nem o melhor”.
Segundo conta o Rev. Eudóxio
Mendes dos Santos Júnior , capelão do hospital,
esta é a história de apenas uma das inúmeras
pessoas que foram beneficiadas pelo trabalho realizado
no Hospital Presbiteriano Doutor Gordon, nascido há
67 anos, fruto da dedicação do Dr. Donald
C. Gordon, missionário enviado pela Igreja Presbiteriana
dos Estados Unidos (Presbyterian Church of tlhe United
States – PCUSA), para a Missão Brasil Central.
Em 1937, o Dr. Gordon e sua esposa, Helena, que era enfermeira,
se fixaram na pequena cidade de cerca de cinco mil habitantes
que era, então, Rio Verde, e lá ficaram,
dispostos a doar sua vida ao serviço de Cristo.
A partir daquela data, foram muitas lutas, conquistas
e histórias de pessoas que tiveram o corpo e a
alma restaurados naquele lugar. “ O Dr. Gordon,
como médico e missionário, sempre cuidou
dos dois lados da saúde, a física e espiritual”,
diz o Rev. Eudóxio Mendes. O Hospital sempre foi
aberto com cultos, desde 1937, até os dias de hoje.
A partir desse trabalho de capelania iniciado pelos Gordons,
foi fundada a primeira Escola Dominical da cidade e, posteriormente,
a Primeira Igreja Presbiteriana de Rio Verde.
PROVISÃO
Pioneiro e sustentado pela
fé. Dessa forma é definido, pelos próprios
funcionários e pelo Rev. Eudóxio, o trabalho
que há 67 anos vem sendo desenvolvido no Hospital
Presbiteriano Doutor Gordon que, antes de 2001, se chamava
Hospital Evangélico de Rio Verde. Esta afirmação
se baseia no histórico da instituição,
marcado por lutas, sucessos, crescimentos e, principalmente,
provisão de Deus.
Segundo o Rev. Eudóxio,
o hospital é uma entidade filantrópica federal,
referência em medicina para a cidade de Rio Verde
e região, que abrange uma população
de 600 mil habitantes.
Em 1975, a PCUSA doou o
hospital para a IPB e essa parceria tem se consolidado
ao longo dos anos. Em 2000, oito igrejas da PC da Carolina
do Norte, Estados Unidos, fizeram uma doação
para a construção da Capela do Hospital,
e dezenas de outras parcerias foram firmadas para o crescimento
da instituição.
Atualmente, o hospital
é sustentado por recursos próprios, por
meio de pacientes particulares e conveniados ao SUS (Sistema
Único de Saúde) e outros convênios,
como o estabelecido com a prefeitura da cidade, que sustenta
mensalmente a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), já
que o Hospital Presbiteriano é o único na
cidade que dispõe desse tratamento, entre outros.
Além disso, o Hospital dedica grande parte de seu
orçamento para o atendimento de pacientes carentes.
Só no ano de 2003 foram investidos um milhão
e 600 mil para o tratamento dessas pessoas. E este é
apenas um dos trabalhos sociais do Hospital Presbiteriano
Dr. Gordon. Há ainda uma creche, o Núcleo
Educacional Helena Gordon, que atende os filhos das funcionárias
do Hospital e também de algumas famílias
da comunidade, a Escola de Enfermagem Cruzeiro do Sul,
que oferece curso técnico de enfermagem para a
comunidade e também para missionários da
Igreja que queiram profissionalizar-se para o desempenho
da sua missão, e o convênio mantido com a
APMT (Agência Presbiteriana de Missões Culturais),
que oferece assistência médica a todos os
missionários da IPB.
A Capelania do Hospital
também desenvolve, em parceria com igrejas presbiterianas
do Estado da Carolina do Norte e a ajuda da Central Rioverdense
de Assistência Médica (CRAM), o Projeto Pão
da Vida, que consiste na adoção de cestas
básicas, de 120 famílias carentes do bairro
Dom Miguel, em Rio Verde. “Mensalmente, entregamos
duas toneladas de alimentos para essas famílias”,
revela o capelão do hospital.
Hoje, o hospital conta
com o trabalho de 105 médicos, 310 funcionários
e 120 leitos. A capela funciona, diariamente, com cultos
no período da manhã. O trabalho de capelania
é dividido entre 36 voluntários que se revezam
nas visitas e aconselhamento de pacientes, médicos
e funcionários, familiares dos pacientes e no programa
de Assistência à Universidade de Rio Verde.